No filme de Assassin's Creed: Nada es verdad. Todo esta permitido.

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Assassin's Creed (Filme) - Resenha

Assassin’s Creed… um filme de videogame. Uma adaptação de uma série lotada de altos e baixos, mas que também é um fenômeno de vendas e também social, faz um sucesso estrondoso em várias mídias, além dos jogos: action figures, quadrinhos, livros, e agora também em filme.

Entrei no cinema com expectativas baixas. Na verdade esse filme nunca me fez ficar animado. Obviamente desde que anunciaram eu falei “Nossa, eu preciso ver, afinal é Assassin’s Creed, mas eu imagino que vai ser uma porcaria”. As primeiras fotos foram ruins, a primeira imagem do assassino Aguillar (Michael Fassbender) vestindo o traje era esquisita e deslocada, os trailers eram bobos e mostravam uma atuação bem… ahn… bem “foda-se” por parte do Fassbender.

Mas, bom, é Assassin’s Creed, né? E eu joguei até o horrível Liberation, o exaustivo Revelations e o problemático Unity. Por que eu não iria ver o filme, muito mais barato do que paguei por todos esses jogos, e que iria consumir menos do meu tempo, né?

Você faria um salto de fé?

Você faria um salto de fé?

Quando você faz qualquer coisa com expectativa baixa, e essa coisa é não-tão-ruim, você tende a falar “nossa, até que é bacaninha”. Mas obviamente que se você for fazer isso, além de com baixa expectativa, ser com má vontade e querendo que essa determinada coisa seja uma bomba, aí não tem como salvar mesmo.

Eu não queria que Assassin’s Creed nas telonas fosse uma bomba. Eu só não esperava que ele fosse o Citizen Kane das adaptações de jogos de videogame, e muito menos o Citizen Kane dos filmes de hoje. Eu esperava algo… confuso, apressado, com atuações ruins. Sinceramente, Marion Cotillard é quase um Nicolas Cage: é oito ou oitenta. Ou ela está fantástica (Piaf), ou ela está horrível (Batman). E os trailers mostrando um Michael Fassbender com cara de “tanto faz” também me faziam esperar uma atuação no mínimo de má vontade.

Enfim, apagaram-se as luzes depois de uns noventa trailers (sério, foram muitos trailers – mas não foram noventa, foi força de expressão), e começou… quando acabou eu tinha GOSTADO. Terminou e eu falei “olha, até que não é tão ruim”.

O fato é que há muito fan service. Tem bastante tomada de câmera típica da série (como as sobrevoando as cidades), há uma cena que é perfeitamente a sincronização em um View Point (só que sem falar que é isso, como o jogo faz, porque, né? Não faria o menor sentido), há o salto de fé, há lâminas escondidas, há parkour, bombas de fumaça, nossa, tem muita coisa, e tudo até que se encaixa muito bem.

O melhor fan service, no entanto, em minha sincera opinião, são os momentos de discurso de templários. Isso era muito Assassin’s Creed, aquela tensão do assassino chegando perto, nas sombras, misturando-se à multidão, e chegando cada vez mais perto do alvo. Eu achei essas partes ótimas, e carregaram muito bem a sensação dos jogos.

Essa foi uma das primeiras imagens do filme. E não me animou em nada.

Os diálogos são bons, até. A parte da Abstergo me lembrou bastante o primeiro Assassin’s Creed com o Desmond sequestrado para ser testado no Animus (mas o Animus do filme é muito mais da hora), e as atuações do Fassbender e da Cotillard foram satisfatórias, e a do Jeremy Irons a seu nível de excelência.

No entanto, por mais fan service que tenha, por mais cenas que remetem aos jogos que o filme tenha, ele simplesmente não consegue ter a profundidade do jogo na minha parte favorita dele: a reconstrução histórica. Claro, é injusto: o filme tem duas horas, e um jogo da série tem no mínimo doze. O filme é muito mais limitado, e falta a interação… Jogar Assassin’s Creed, para mim, é interagir com a História digitalizada ali, na minha TV, é ver eventos marcantes acontecendo e eu participando. No cinema, isso é impossível.

O filme opta por focar bastante no presente, especialmente porque provavelmente teremos mais filmes de Assassin’s Creed (e eu espero que tenhamos mesmo), então esse solo deveria ser bem firmado para o futuro mesmo. Já o passado é meio deixado de lado, apesar de haver bastante tempo de filme que se passa na Andaluzia, em 1492. Mas essa parte serve mais para as cenas de ação do que para reconstruir a História (que é o que os jogos fazem).

Em termos de cinematografia, temos coisas bem melhores. Achei o filme demasiadamente escuro (e olha que eu vi em 2D), em especial nas cenas sobrevoando a Andaluzia do século XV. A trilha sonora também não me chamou a atenção em momento algum, e a primeira música que toca, logo após a introdução do filme, me deu medo de o filme enveredar por um caminho “engraçadinho tipo Marvel”, além do que a música que tocou não tinha nada a ver com a série nos videogames.

O Animus

Outro problema, mas esse não tem nada a ver com a equipe do filme e nem sua produção, é o péssimo trabalho de localização para o Brasil. Nas cenas que se passam na Espanha, os personagens falam em espanhol (ponto positivo para o filme, por sinal), porém as legendas em inglês aparecem lá! E as em português, também, formando uma salada de às vezes quatro linhas de legenda aparecendo, atrapalhando a apreciação da tela. Faltou carinho de quem distribuiu o filme no Brasil.

Olha, o filme é legal. Acredito que qualquer um vai conseguir ver tranquilamente, mesmo sem conhecer nada dos jogos. Mas eu sou um fã, então eu não sei. Acredito que fãs que forem de cabeça aberta vão gostar, mas se você for ao cinema falando “vai ser uma porcaria, um lixo, vou odiar”, então não tem nada que salve. Nem gaste seu dinheiro.

PS: Ah, e é muito engraçado ver o Jeremy Irons, um ator que interpretou o Papa Alexandre VI na série Os Bórgias, em um filme de Assassin’s Creed!

Prós

  • Bom elenco
  • No geral, bons valores de produção
  • Boas coreografias
  • Fan service sem ser pedante
  • Os espanhóis não falam inglês

Contras

  • Iluminação ruim
  • Trilha sonora que não consegui nem perceber que estava lá
  • Trabalho porco de distribuição no Brasil
7

#Bom

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Fundador do projeto Jogador Pensante e redator.

6 Respostas

  1. mtu bom, a propósito, gostei das fichas do site, deviam adicionar fichas pra todos os games e um wiki pra cada game

  2. Como que alguns caras tavam fazendo análise do filme dia 20 de dezembro?

    • E é por isso q tão falando da distribuição porca no Brasil, quase 1 mês depois de sair fora..

  3. Filme fodástico, assistam.

  4. Nem vou ler, amanhã vou ver e tirar minhas próprias conclusões

  5. Finalmente uma resenha que não está arregaçando o filme. A crítica detonou esse filme mais que o Batman VS Superman. Não que seja o mesmo caso ou pelos mesmos motivos, mas pqp. Esse povo que “manja” de cinema não sabe mais oq é entretenimento.

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