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Opiniões

Fã cria novo desbloqueio para o Sega Saturn através de drive USB

Fã cria novo desbloqueio para o Sega Saturn através de drive USB

O Sega Saturn, sucessor do Mega Drive, possuía dois processadores principais, aceleração de vídeo, e foi o responsável por trazer a qualidade dos melhores arcades para a sala dos gamers em 1994. Com um ciclo de vida de apenas 4 anos, o Saturn foi lançado para competir com o PlayStation e, embora tenha feito grande sucesso no Japão, teve suas vendas ainda mais reduzidas depois do lançamento do Nintendo 64, em 1996. Após atingir a marca de 9,26 milhões de unidades ao redor do mundo, foi descontinuado em 1998.

Um fã, conhecido como “Dr. Abrasive”, viajou para o Japão, comprou um Saturn e começou a pesquisar um jeito de utilizar o chip de som do console. À medida em que as dificuldades de acessar o hardware do console foram surgindo, seus planos tomaram caminhos bem diferentes.

Uma dessas dificuldades foi o funcionamento do próprio console. Basicamente, como o Saturn possuía dois processadores principais, um processador somente para o som, e outro dedicado apenas ao controle do drive de CD, Dr. Abrasive percebeu que o recurso que queria acessar (o chip de áudio) seria controlado pelo processador de som, mas também era acessado pelos demais processadores, cada um de forma diferente, mas bastante dependente do processador do drive de CD. Assim, começou então a pesquisar como esse último processador funcionava.

Com isso, à medida em que obtinha pequenos ‘pedaços’ de informação, ele foi montando um mapa de como as coisas funcionavam, e isso o levou a escrever completamente o sistema operacional que roda dentro daquele processador de controle do drive de CD, num total de 64Kb de informação (ROM). Logo, Dr. Abrasive percebeu que todas as informações que obteve basicamente diziam a forma como funcionava o sistema de proteção contra cópia dos CDs dos jogos do Sega Saturn.

Entretanto, o que o hacker realmente procurava não seria uma forma de burlar esse sistema de proteção, mas alguma pista de que os programadores originais tivessem deixado uma “porta aberta” no sistema operacional que permitisse o uso de CDs gravados sem aquela proteção, como é o caso dos kits de desenvolvimento, pois assim ele teria acesso ao processador e, consequentemente, ao chip de som. Há muito tempo, já havia sido divulgado que os desenvolvedores receberam CDs que basicamente colocavam o Saturn num modo de desenvolvimento que aceitava discos desprotegidos, desabilitando temporariamente a proteção contra cópias. No final, ele encontrou uma última dificuldade: os CDs do kit de desenvolvimento também tinham proteção contra cópias.

Assim, o fã passou a voltar sua atenção para outras possibilidades, e logo Dr. Abrasive percebeu que o Sega Saturn possui uma porta traseira que permitia a inserção de um cartão de Vídeo CD.

O Vídeo CD é um formato de vídeo criado em 1993 pela Sony, Philips, Matsushita e pela JV, adotado amplamente no sudeste da Ásia, em oposição ao VHS e ao Betamax, formatos que dominavam o mercado americano na época. O Saturn era capaz de rodar o formato de Vídeo CD através de um cartão (placa extra) que foi lançado no Japão sete meses após o lançamento do console. Com ele, o console era capaz de executar vídeos em formato MPEG-1.

Atualmente, atribui-se a esse cartão um valor histórico enorme, por ser considerada uma das primeiras tentativas de transformar um aparelho tradicionalmente usado para jogos num sistema de entretenimento completo. Por isso, ao abrirmos aplicativos como o Netflix em nossos consoles atuais, devemos reconhecer que o Sega Saturn foi um dos avôs dessa ideia.

Como o cartão de Vídeo CD possuía em sua programação um código para ser entregue ao processador, processado e devolvido ao cartão, lá estava a porta aberta que Dr. Abrasive procurava. Ele explica que os processadores principais do Saturn funcionam como uma fortaleza que impedem o acesso direto pelo programador, mas que o cartão de Vídeo CD entrega informações a eles e as recebe de volta, já processadas, de forma semelhante (mas não igual), ao que o leitor do CD faz. Daí surgiu a ideia de fazer um chip modificado que permitisse ser conectado na porta de Vídeo CD, em vez de qualquer placa interna do console, com uma entrada para um cartão SD, tal como o Everdrive para Mega Drive possui.

Atualmente, o fã alterou um pouco o projeto para substituir a porta do cartão SD por uma porta USB, pois os jogos do Saturn são muito maiores que os de Mega Drive. Ele também incluiu suporte a áudio, a programas feitos em casa (homebrew), e à escrita de dados diretamente em unidades de armazenamento externo (como dados de jogos salvos, por exemplo).

Esse projeto é bastante importante para a comunidade gamer, pois trata da possibilidade de ressuscitar aquele seu Saturn que você não usava mais porque o drive de CD havia queimado, como aconteceu com meu Dreamcast há cinco anos (choro até hoje por isso, rs).

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Via SEGAbits

6 Respostas

  1. Isso já é muito antigos já tinha visto em 2014 num fórum de Portugal. É exatamente o mesmo texto, só “traduzido” pra brasileiro.

  2. Show, achei incrível, mas então, como faço isso no meu console? Quero meios! kk’

  3. então…quer dizer que você é o cara q gozou no Dreamcast? ;)

  4. Imagine se isso tivesse acontecido 20 anos atrás…

  5. Vejamos, o cara não conseguiu apenas quebrar o sistema de proteção como também conseguiu fazer quase um “Everdrive” para o Saturn com um pendrive. E usando uma porta proprietária que só tinha utilidade para os cartões de MPEG da Victor. Nem a SEGA esperava por isso após 20 anos haha

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