Sonic The Hedgehog (Franquia)

SonictheHedgehog.com.br
Games Marcas / Franquias Séries
Seguir Siga no Facebook
8.2

Opiniões

A essência de Sonic. Ela existe, mas não como alguns fãs pensam

A essência de Sonic. Ela existe, mas não como alguns fãs pensam

Hoje em dia é comum vermos uma parcela minoritária dos fãs de Sonic dizendo que o azulão perdeu a essência a partir dos jogos de Sonic Adventure, em especial no segundo. O núcleo da defesa é de que a identidade da série está nos jogos do Mega Drive, mas esta acabou se perdendo com o tempo.

“Nesta época, o mascote corria em cenários surreais, coloridos e temas fantasiosos; a história é apenas um pretexto para iniciar a aventura; o level design variado permite diversas combinações; a velocidade do Sonic é uma recompensa pelas habilidades do jogador, e não dada gratuitamente como veio a ser em alguns jogos futuros; a trilha sonora era pop, e não rock”. 

No entanto, ao pesquisarmos no dicionário o significado da palavra essência, encontramos: “o que existe de primordial ou indispensável. Dentro do contexto defendido, essência é sinônimo de “essencial”, “primordial” e “fundamental”, e, portanto, a “essência Sonic” tem caráter mais opinativo do que factual, já que cada jogador tem um conceito particular do que é fundamental para os jogos do do herói.

Além disso, chega-se facilmente a conclusão de que o que é essencial para a série não necessariamente está ligado aos primeiros jogos, já que qualquer game pode apresentar conceitos que se tornarão fundamentais para a franquia.

O que dá identidade ao Sonic? Diferenciando “o que é feito” e “como é feito”

Os elementos que identificam os jogos do herói estão mais ligados a natureza do personagem do que em como os jogos são feitos: Sonic é um ouriço que corre na velocidade do som e salva o mundo do Dr.Eggman. Com essa premissa simplória, espera-se que os games explorem a velocidade do personagem, fazendo-o correr, derrotando inimigos pelo caminho, e destruindo as engenhocas do cientista. Qualquer jogo que utilize ideias semelhantes a esta remeterão diretamente aos jogos do Sonic.

Só que é importante ressaltar que o modo como isso é feito pode variar de jogo pra jogo, ficando evidente se compararmos o Sonic 1 para Mega Drive com o Sonic Unleashed HD para Xbox 360 e Playstation 3. No primeiro, a velocidade era uma recompensa dada ao jogador pelas habilidades no controle: quanto mais ele conhecia e memorizava o posicionamento dos inimigos e caminhos do cenário, mais rápido ele conseguia deixar o mascote.

Já no segundo há a habilidade boost, bastando o toque de um botão para que o herói saia correndo em alta velocidade e atropele inimigos, e o desafio passa a ser o reflexo do jogador para não morrer caindo em precipícios ou ser atingido por um obstáculo. Ambos estão dentro da essência, pois exploram a velocidade do protagonista, mas o fazem de modo diferente.

Outro exemplo é quanto a história: no Mega Drive, ela existia apenas para dar um “pano de fundo” para as aventuras, enquanto em Sonic Adventure passou a ter maior importância ao explorar o desenvolvimento das personagens e reviravoltas no enredo. No entanto, essencialmente são iguais: o Dr.Eggman quer dominar o mundo, e o ouriço terá de salvá-lo. Novamente o que é feito não muda, mas como é feito.


Muitos argumentam que a jogabilidade “boost” é a que mais está dentro da essência do personagem. Pela primeira vez, sentimos o Sonic correndo na velocidade do som. 

“Sonic mudou de forma drástica desde que foi para o universo 3D” – Será?

Séries longevas e com vários jogos passam por mudanças e “repaginadas” ao longo dos anos, visando satisfazer o gosto do público e explorar a tecnologia de cada época. No entanto, se compararmos com outras franquias, vemos que os jogos do mascote não tiveram mudanças tão drásticas quanto muitos defendem.

Resident Evil é uma ótima comparação, já que na trilogia original a jogabilidade envolvia girar dentro do próprio eixo do personagem com câmeras em posicionamentos estáticos, dar tiro em zumbis, munição escassa e resolução de enigmas. Já a história envolvia a organização Umbrella Corporation, e os games se passavam na cidade de Raccon City.

A partir do quarto episódio não há zumbis, nem Umbrella Corporation, a câmera passou a ficar atrás do personagem, os enigmas tornaram-se secundários, o foco passou a ser no tiro, e o terror deu lugar a ação. O único elemento que conecta com a série clássica é o protagonista Leon, pois se fosse outro personagem, o jogo não teria nada do que as pessoas conheciam até então por Resident Evil. Sendo um caso emblemático, eles alteraram a essência de Resident Evil, e nem por isso o jogo deixou de ser sucesso de público e crítica, dando nova identidade para a série.


Resident Evil 4 mudou drasticamente tudo que as pessoas entendiam pela série. Nem por isso deixou de ser sucesso de público e crítica.

Super Mario também é um bom exemplo, e assim como em Sonic, mudou-se mais “como é feito” do que “o que é feito”. Nos jogos bidimensionais do encanador, o objetivo era correr do ponto A ao B pulando nos inimigos, pegando cogumelos que fazia-o crescer, desviar de obstáculos e chegar ao fim da fase, sendo que os valores de exploração existiam apenas para aqueles que queriam completar 100% do jogo.

Na migração para o universo 3D com Super Mario 64, o bigodudo ganhou cenários abertos e o objetivo é coletar estrelas, sendo que o jogador terá de entrar em uma mesma fase diversas vezes para procurá-las. Além disso, o mascote da BigN ganhou diversos novos movimentos, diferente dos jogos anteriores onde ele prioritariamente corria e pulava, ganhando novas habilidades ao pegar um item que mudava sua vestimenta.


A jogabilidade de Mario foi radicalmente transformada na transição para o universo 3D.

E Sonic? Também teve mudanças na transição para o universo 3D: os cenários passaram a ser mais realistas, a já citada história passou a ser mais desenvolvida, houve maior valorização dos amigos do Sonic, veio o sistema de múltiplas jogabilidades, o ouriço ganhou novas habilidades para variar e adaptar o gameplay no ambiente tridimensional, a série ganhou novos inimigos além do Dr.Eggman, etc. No entanto, a jogabilidade do protagonista não foi alterada drasticamente como aconteceu com Mario ou Resident Evil: o Sonic ainda tinha que correr do ponto A ao B o mais rápido possível.

Vale ressaltar que tanto Mario quanto Sonic tiveram dois elementos definidos quando as séries migraram para o universo 3D: em ambos os casos o visual do protagonista passou a ser definitivo, apesar de que as mudanças no Mario foram mais sutis, assim como os dois passaram a ter os nomes japoneses como os oficiais, já que Dr.Robotnik virou Eggman, assim como Rei Koopa virou Bowser e a princesa Toadstool passou a ser Peach.


Sonic Adventure 2 aposta em um estilo mais realista e um universo mais amadurecido.
No entanto, a jogabilidade veloz continua semelhante a dos jogos do Mega Drive.

Cenários realistas versus surrealistas

Os jogos tridimensionais do azulão passaram a focar no realismo gráfico, sendo possível ver em ambos os jogos de Sonic Adventure (em especial o segundo), e também no Unleashed. Os fãs da época do Mega Drive reclamam desta transição, e na opinião deles o herói corria em cenários surreais e imaginativos com formas geométricas, e por isso colocá-lo em ambientes realistas descaracteriza a série.

No entanto, é importante entender o conceito por trás das escolhas dos desenvolvedores. Tanto Sonic 1 quanto Sonic Adventure visavam mostrar o poder gráfico de seus respectivos videogames: Mega Drive e Dreamcast. No primeiro, os gráficos eram bidimensionais, e este universo “pede” cenários coloridos e imaginativos para melhor efeito visual, enquanto os gráficos 3D ficam mais bonitos justamente através do realismo. Isso fica evidente quando comparamos o modelo poligonal das personagens de Sonic Adventure 2 com Sonic Heroes, já que este último traz o surrealismo gráfico para o universo tridimensional, e mesmo vindo para consoles mais potentes que o Dreamcast, os personagens parecem ter um visual inferior graficamente comparado ao Sonic Adventure 2.


Os gráficos 3D pedem o realismo gráfico para melhor efeito visual.

Além disso, a Sonic Team (desenvolvedora) colocava cenários com figuras geométricas nos jogos do Mega Drive por duas razões: ajudar na sensação de velocidade, já que um chão “plano” não faria com que o mascote parecesse tão ágil, e também colocar um efeito tridimensional num jogo 2D. Por isso que a Green Hill Zone de Sonic 1 é cheia de quadradinhos, a Palmtree Panic de Sonic CD tem triângulos, a Hidrocity de Sonic 3 tem tijolos, etc.

Isso é desnecessário no universo tridimensional, já que as texturas e o cenário como um todo já transmitem a sensação de velocidade. Portanto, conclui-se que os cenários realistas não descaracterizam a série, mas enriquecem as possibilidades da mesma, funcionando bem para o universo tridimensional da franquia. Vale dizer que durante toda a saga 2D permaneceu no surrealismo gráfico, se refletindo nos cenários da série Advance e Rush.


Na saga 2D do Sonic, o estilo artístico continuou apostando no surrealismo

Colocar humanos na série Sonic descaracteriza a série

Dr.Eggman existe desde o Sonic 1.

Não há limites para mudanças em como as coisas são feitas?

Evidente que há, e isso se reflete no ditado “nada em exagero é bom”. No universo da saga principal identifica-se apenas um jogo que não está dentro do que a série se propõe: o spin-off Shadow the Hedgehog. O título pega elementos realistas e o estilo mais amadurecido de Sonic Adventure 2, mas diferente deste que inova sem deixar de estar dentro do que os jogos do mascote se propõe, o jogo do Shadow exagera e simplesmente não combina em nada com a série.

Então por mais que haja plataforma com velocidade e o objetivo de salvar o mundo, o universo é descaracterizado pela presença de armas de fogo, alienígenas macabros, tiroteios e guerra civil, cenários apocalípticos, rock pesado demais em algumas músicas (não discutindo a qualidade da trilha sonora, mas sim o fato dela não combinar com a série Sonic), etc. No entanto, vale ressaltar que este é um caso isolado no universo da saga principal.

E mais recentemente houve os dois jogos de Sonic Boom. Por mais que ele proponha trazer um novo universo, dando nova roupagem aos personagens, jogabilidade inédita, e ser uma sub-série, não há nada em ambos os games que remeta a um “jogo do Sonic”, nem mesmo a velocidade. Se fosse colocado qualquer personagem no lugar do mascote e de seus amigos, ninguém diria que ele fazia parte da franquia.


O jogo Shadow The Hedgehog é um título que não combina com que Sonic propõe a ser. Felizmente, é um caso bem isolado. 

O que é fundamental em um jogo do Sonic? Qual é a essência do Sonic?

Como a essência é de caráter opinativo e não factual, um jogo da saga principal com a “essência de Sonic” na opinião deste que vos escreve traz elementos de todas as épocas do ouriço.

De Sonic 3&Knuckles deveria retornar vários personagens jogáveis, mas todos sendo de velocidade e cada um tendo suas habilidades individuais;

De Sonic Adventure 2 precisa ter o enredo, passando a ser essencial para potencializar o entretenimento nos jogos do Sonic;

Orquestração originária em Sonic Unleashed também se tornou parte da essência Sonic, porém o Crush 40 também deveria participar com as músicas temas dos games;

Batalha final com Super Sonic
, em especial contra algum inimigo mais poderoso que o Dr.Eggman é outro ponto essencial para a série;

Visualmente, o fundamental é ser realista no universo 3D e surrealista no universo 2D.

E o núcleo: a velocidade nos jogos de Sonic também é essencial. Por mais óbvio que pareça, isso é algo que infelizmente não se faz presente em Sonic Lost World, e, portanto, parte da essência de Sonic não está neste game.

Crush 40 veio para a série Sonic em 1998, tornando-se essencial para a maioria dos gamers.
9 em cada 10 fãs amam as músicas da banda.

47 Respostas

  1. Cara para mim tanto cenarios realistas em 2 d e em 3d tmb surrealistas

    • Vou te falar que só fiz o texto pra debater essência porque tem uma parcela de fãs (Felizmente pequena, mas que fazem barulho) que são muito frescos quanto a este negócio de essência, argumentando cada coisa que você ficaria abismado o quanto perdem tempo defendendo uma ideia que simplesmente não contribui em nada na diversão dos gamers.

      A grande maioria das pessoas que eu conheço querem mais saber se o jogo “é bom”. Nem ligam pra essência. Todas as eras do Sonic são populares e todas tem sua legião de fãs e todas as suas faixas etárias. Ao meu ver, a série se manteve sempre no mesmo nível, e são raros (diria que muito raros), os games que, de fato , saem da essência.

      • Eles falam que Sonic perdeu a essência por frescura, mesmo, mas na verdade desde o inicio o Sonic teve a sua essência pois todas as fases de todos os jogos tem a mesma temática e até os personagens tem a mesma jogabilidade a única diferença é a diversificação dos cenários dos jogos, mas no geral a temática das fases sempre foi a mesma.

      • Falou bem Victor, pra mim a franquia perderia a essência ou identidade se um dia a Sega transformar o Sonic em um Resident Evil da vida por exemplo aonde ao invés de destruir robôs vc lutaria contra zumbis e outros seres mutantes, o vilão principal não seria o Eggman e sim um cara de roupa preta que faz parte de uma organização que quer espalhar um vírus pelo mundo (Wesker), Sonic usaria armas de fogo para derrotar os inimigos e não habilidades de seu próprio corpo como o Spindash, etc. Isso sim seria sair de sua identidade e fazer algo totalmente diferente o que não ocorre com a franquia atualmente ela apenas evolui melhorando os aspectos iniciais só isso!

      • CONCORDO VICTOR ! MAS ESSE NEGÓCIO DE CADA ERA TER FAIXA ETÁRIA ME FAZ PENSAR QUE OS PRÓXIMOS JOGOS DA SAGA PRINCIPAL SERÃO MAIS FOCADOS NUM OUTRO TIPO DE PÚBLICO ( PESSOAS UM POUCO MAIS VELHAS ) , AÍ ELES IRIAM SER DA MESMA PEGADA QUE SERÁ O FILME DO SONIC MAS NÃO TÃO SOMBRIO E LEVE ( É O QUE ELES DEVEM FAZER NO PROJETO DE 2017 ) .

  2. Vou aproveitar a ocasião que o pessoal está falando de tudo aqui inclusive da mídia e ninguém até agora comentou (se é que viram) que a “”querida e amada”” empresa IGN de jornalismo a quase um mês atrás admite que odeia o Sonic e seus fãs, vou deixar o link do youtube de onde vi essa notícia: https://www.youtube.com/watch?v=CZ7tEK6gglI

    Eu já suspeitava e avisava o pessoal desde 2008 com o Sonic Unleashed mas tinha alguns tapados que não acreditavam e falavam pra mim “vc tá louco”, “eles são imparciais”, “eles entendem do assunto vc não”, etc. Viram agora que não existe mídia imparcial que todas tem seu gosto preferencial seja na mídia de games ou não e que tudo que envolva muito dinheiro pode haver corrupção! Volto a repetir: NÃO EXISTE IMPARCIALIDADE!

    Pra aqueles que não acreditavam em mim e fizeram pouco caso só tenho uma coisa a dizer sobre isso: CHUPA!!!!

    Esperando agora a GameStop se pronunciar também!

  3. Acho que o que Sonic perdeu desde o Adventure foi momento, no sentido físico da palavra. O que me faz gostar menos dos jogos a partir daí é que a movimentação do Sonic ficou muito esquisita e truncada comparada com a fluidez que ocorria nos jogos 2D, mas recentemente ando vendo melhoras, apesar de
    – ainda contar com falhas graves de conservação de momento no Generations (no meu gosto, melhor jogo 3D do Sonic)
    – terem regredido para essa movimentação truncada em Sonic Lost World, que conseguiu f***u com a parte 2D pior do que em Sonic 4, ep. I.

    O jogo 3D que eu tive a melhor experiência com a movimentação do Sonic em um jogo 3D foi em Sonic R, e isso já faz muito tempo.

    O que eu vejo é que Sonic quer passar a ideia de que quer ser rápido, ainda que para isso ele mostre que pode perder a velocidade com uma rapidez ainda maior comparado com a rapidez com que a ganha.

    Talvez seja questão de costume, e eu fiquei mal acostumado. Admito que pode ser um problema meu.

    • Acredito que entendi o que quis dizer e até concordo em certo ponto, mas parando pra pensar, hoje em dia acredito que essa jogabilidade 3D truncada talvez seja a melhor mesmo. Veja em Sonic Heroes por exemplo, fazer movimentos mais simples nesse jogo é simplesmente horrível! exatamente pela jogabilidade ser mais solta. Como os personagens são muito rápido, dar um “passinho” de leve no game pode te matar facilmente, sem falar nas trocas de trilhos enquanto estava deslizando. Eu gostei MUITO de Sonic Unleashed (tirando o gameplay do Lobisonic) e do Sonic Colors, onde depois que se aprende os atalhos e caminhos das fases, acaba remetendo muito aos games antigos, com a velocidade mais vinda do conhecimento do game, do que simplesmente jogada de graça pra o jogador.
      Por incrível que pareça, acredito que a melhor jogabilidade possível pro Sonic 3D é essa, meio truncado, mais nos “trilhos” do que solto e livre.

  4. Eu concordo , eu joguei muito os de mega drive , mais tarde joguei os adventures e gostei muito , gostei de como as fases ficaram bons e como não atrapalhou na velocidade , até melhorou por ficar mais rapido , enfim os jogos valem muito a pena , e é uma pena os criticos pegarem tão pesado com Sonic , muita perseguição com o ouriço

    • E os jogos 3D também dão mais liberdade pros jogadores e o pessoal devia saber que a Sega é que faz os jogos e decide o que pode ter ou não nos games.

  5. Victor , a essencia da série Sonic na minha visão é mais ou menos o que voce comentou nesse texto lindo ! Mas também é o fato de que deve ser um jogo de plataforma rápida , não importando os estilos realistas e surrealistas ou as mudanças que a franquia tem com o passar dos tempos ( MUDAR COM CERTEZA É BOM E FUNDAMENTAL PRA UMA SÉRIE DE VIDEO GAMES ) . Resident Evil teve mudanças bem drásticas quando veio o 4 e Super Mario 64 não fica de fora dessa também , ambos jogos que foram sucessos de mídia e público , assim como foi Sonic Adventure , Sonic Adventure 2 , Sonic Heroes , Sonic and the Secret Rings e vários outros ! o Sonic Unleashed HD é o maior exemplo disso , apesar da mídia não ter curtido o game por ter achado ele entediante ( ISSO POR QUE ELES NÃO SABIAM COMO JOGAR ! ) O PÚBLICO AMOU e ele tem uma enorme mudança na jogabilidade sendo ela extraída do Sonic Rush só que adaptando a um game 3D do ouriço , ( ADORO AQUELA SENSAÇÃO DE VELOCIDADE DO UNLEASHED HD !!! )

    • Só não me entendam mal por favor !!!!

    • Como vamos te entender mal se você está certo do que está dizendo? A mídia não sabe de nada e a Sega pode ter liberdade pra fazer jogos do Sonic da forma que quiser e se os fãs gostassem dela como gostam do Mario, não teria problema nenhum nisso.

  6. Muito bom o texto.
    Uma das essencias que mais gosto do Sonic, é o sistema de HP/sangue/vida por anéis. O HP do Sonic pode ser recumerado logo após sofrer dano, recoletando os anéis que caem. Isso é uma coisa que está presente em praticamente todos os jogos e é um grande diferencial. Uma das coisas que eu odiava no Alex Kidd era o “toque da morte”, encostou no inimigo, morria na hora.

  7. Ótimo texto Victor tirando uma coisa o outra que eu não concordei no caso do jogo do Shadow (ele é diferente justamente pra trazer algo novo na franquia assim como o Tails Adventure e o Knuckles Chaotix fizeram só que esse pegando elementos da era Adventure) e do Sonic Boom a série pq ao meu ver ela é como se fosse uma repaginada na história principal ou inicial que é o Eggman querendo dominar o mundo só que com algumas diferenças: a história se passa em outra ilha, os robôs não são feitos mais por animais capturados e existem outros personagens além do elenco principal de resto continua com a mesma premissa de sempre! Cara não de bola pra esse tipo de gente que tem problemas mentais e acha que sua opinião é a verdade e todos tem que respeitar e ficarem calados, esse pessoal tem que procurar um psicólogo pra resolver sua vida pq não consigo entender gente que xinga algo e mesmo assim fica perseguindo aquilo que odeia juro que não entendo, devem ter problemas de personalidade só pode! Pra mim Sonic a franquia tem que ter aquilo que é primordial que deu a sua origem que é velocidade, fases diversificadas, inimigos robôs, itens básicos, etc. o que aconteceu com a série é que ela apenas evolui com o tempo o que é natural e acontece com qualquer franquia ou série independente da área atuante (games, gibis, TV,etc.) assim como as outras (Resident Evil, KOF, Pac-Man, etc.) tendo história mais elaborada, inimigos novos, outros itens, etc. que ao meu ver condiz com a realidade do universo!

  8. A palavra essência pode ter significados diferentes dependendo do contexto. É aí que acaba a questão da simples opinião: qual é o sentido da palavra essência quando essa galera a emprega?

    O que faz uma laranja ter gosto de laranja não é mera questão opinativa, por exemplo. É uma soma matemática, fatídica, universal e incontestável de células específicas, contendo DNA específico, que compõem um tipo de fruta específica, que causa aquele gosto que só a laranja tem. Mude drasticamente o DNA de uma laranja e ela passará a ter gosto de outra coisa, se transformando, inevitavelmente, em outra fruta.

    Acho que é esse o sentido da palavra ‘essência’ que esse pessoal dá, ou seja, algo inerente ao que constitui a própria NATUREZA de alguma coisa; uma soma de características, um DNA, um conjunto de elementos que resulta em sua própria existência – sua identidade. Nesse sentido a teoria faz todo sentido.

    Sonic clássico não tem o mesmo “gosto” do Sonic Adventure.
    Sonic Adventure não tem o mesmo “gosto” do Sonic Unleashed.
    Unleashed não tem o mesmo “gosto” de Lost World e assim por diante.

    Por mais que você possa usar como fonte primária e principal o seu mero gosto (ou opinião) pessoal para dizer que você ainda “reconhece” o Sonic em todos esses jogos, a mudança drástica de alguns (ou vários) elementos desses títulos fatidicamente te causará algum tipo de sensação diferente, pois faz parte da natureza humana reagir peculiarmente perante coisas distintas. Desse modo, um mundo “cartoon surreal” não te causará a mesma sensação de um mundo “realista”, e o mesmo vale pro gameplay.

    A escolha da trilogia clássica como fonte principal da “essência” também não me parece difícil de entender. Foi onde Sonic nasceu, cresceu e se tornou o sucesso que é. Parece meio lógico assumir que a fórmula correta foi não só a fórmula que fez Sonic ir para o topo, como também a fórmula que fez isso de forma magistral, a ponto de virar sinônimo de Mario, que reinava em absolto na época. Sonic foi tão bem feito, sua fórmula, seu DNA, deu tão certo que, sim, ele desbancou o maior ícone da indústria naquela época. Uma vez que os jogos posteriores não conseguiram o mesmo feito, isso talvez apenas comprove o poder da teoria. Sonic, hoje, virou sinônimo de volatilidade, atirando para todos os lados, agradando uns, causando revolta em outros, subdividindo a fanbase e fazendo apenas com que a marca se transformasse numa grande incógnita, e isso aconteceu porque a marca perdeu a identidade, perdeu, ou confundiu, a sua “essência”.

    Ou seja, a pergunta crucial que devemos fazer é: será que se o Sonic não tivesse a EXATA mesma combinação de elementos que teve naquela época… ele seria o sucesso que foi? A teoria parece se apegar ao que aconteceu, de fato. O ‘se’ não existe, logo, uma vez que a realidade provou que o conjunto de todos aqueles elementos resultou em uma fórmula “onipotente”, então essa fórmula pode, e deve, ser seguida, respeitada e evoluída (não confundir evolução com simples mudança), ao menos até o dia em que ela não renda mais fruto algum.

    Partindo desse raciocínio, veja, humanoS, no plural, é diferente de humano, no singular. Por mais que eu acredite que essa questão em específico é passível de mais discussão, temos sempre que ter em mente qual o tipo de reação que o ser humano tem perante cada característica. Um mundo povoado por humanos é diferente e causa uma reação completamente diferente de um mundo onde existe apenas um único humano. É isso o que chamam de “quebra de essência”, eu suponho.

    Em contrapartida, um mundo cartoon surreal, de arte clássica, sempre causará a mesma sensação, ou sensações muito próximas no jogador, mesmo com tecnologias diferentes, esse seria o segredo: novo mais clássico ao mesmo tempo. Desse modo, uma fase do Colors ou do LW imediatamente te ligará emocionalmente com uma Green Hill ou Mushroom Hill, fazendo com que a essência (artística) seja mantida por pegar o mesmo estilo do mundo original de Sonic e evoluída através de gráficos 3Ds com roupagens interessantes e novas.

    Todos esses jogos do Sonic, posteriores à era clássica, tem características diferentes, portanto contém sua própria “essência”, de fato. Contudo, pelo que conheço, a teoria surgiu justamente para tentar entender com mais racionalidade o fato de tanta gente passar a odiar ou não mais “reconhecer” o Sonic em vários desses jogos. A teoria parece buscar entender por que essa divisão (e subdivisão) aconteceu e acontece, e propõe uma solução simples: voltar à uma única identidade, de modo que não haja mais divisão de fanbase, fazendo com que os fãs gostem da franquia pelo que ela é, não pelo que ela foi ou será. A escolha de “qual essência” seguir, novamente, parece ter se dado por ter sido o auge mais representativo do ouriço.

    É claro que, ao mesmo tempo, esse tipo de solução acaba fazendo com que os fãs de outras eras, como os “aventuristas” ou os “boostistas”, fiquem chupando o dedo. Entretanto, no final das contas, ou é isso ou a Sega continua gerando mais e mais jogos diferentes. A consequência disso é muito ruim: se os “classiquistas” brigavam com os “adventuristas” no passado, agora são os “adventuristas” que estão chorando por um novo adventure, dizendo que não mais reconhecem o ouriço nos jogos mais novos, causando mais desordem e deixando a Sega doida de vez. Enquanto algo sério não for feito no meio dessa lambança, essa situação persistirá com absolutamente todos os jogos da franquia.

    • Interessante seu ponto de vista. O argumento de que a laranja tem um gosto de laranja e isso não é opinião é algo que eu sempre defendi também para a série Sonic. Eu não posso dizer que, na minha opinião, o Sonic é vermelho com bolinhas brancas. O ouriço é azul, isso é um fato, e não entra na ordem subjetiva.

      Paradoxalmente, o conceito do que é “essencial” para Sonic é, de fato, subjetivo. Diferente do que aconteceu com Resident Evil, e diria até mesmo com Final Fantasy, creio que todos os jogos da saga principal do Sonic passam a sensação de estarmos jogando um jogo do Sonic: eles possuem velocidade, inimigos, plataforma, os clichês da franquia como anéis, esmeraldas do caos, e por aí vai. Evidente que, os jogos do Mega Drive pegarão estes elementos e fazem de uma forma, os jogos do Dream pegam esses e outros elementos e fazem de outra forma, e o mesmo com os modernos. Tudo isso devido as mudanças necessárias para fazer com que a série siga adiante, acompanhando as tendências tecnológicas e acompanhando o que o público gamer quer. Daqui 10 anos, provavelmente teremos novas formas de jogar Sonic, mas a nível essencial, todos eles são Sonics.

      Cada época tem seu “gosto”, e concordo contigo, mas isso é igual em todas as séries longeva. O “gosto” dos jogos 3D do Mario são diferentes dos jogos 2D, pois transmitem uma experiência diferente, e nem por isso eles deixaram de ser jogos do Mario Bros. Já com Resident Evil eu creio que a Capcom realmente alterou demais a fórmula, e na minha visão, deixou de ser Resident Evil. Se temos um jogo em que não há zumbis, não há Umbrella Corporation, enigmas, e nem terror, deixa de ser Resident Evil. Se eles tivessem mudado a jogabilidade, mas mantido o resto, passaria a sensação de Resident. Traçando um paralelo com Sonic, acredito que o mascote perderia sua identidade se deixasse de ser um game plataforma, se no lugar da ação colocassem outros elementos, e retirassem a velocidade dele (foi o que aconteceu com Sonic Boom que, felizmente, é uma sub-série).

      Quanto ao ponto de “desbancou o Mario”, isso é uma visão um pouco romântica do passado. Mario sempre foi desproporcionalmente mais forte que Sonic a nível comercial, e a SEGA fazia comerciais com o Sonic ridicularizando o Mario por pura estratégia de marketing. Tanto que, a nível comercial, a série Sonic hoje é tão forte quanto sempre foi, desde a época do Mega Drive. Pra você ter uma ideia, o título mais vendido da série é o Sonic 2 do Mega Drive, depois tem o Sonic Heroes, e logo em seguida o Unleashed. No top 10 ainda tem o Sonic Rush, Secret Rings, Generations e Adventure 2. E o favorito dos fãs da era clássica, o Sonic 3 e Knuckles, não está neste top 10.

      A popularidade da série só não existe hoje em dia a nível midiático, pois na época do Mega Drive e Dreamcast as revistas e os canais de games avaliavam bem os jogos, e depois dessa época passaram a avaliar mal. Isso porque os profissionais visam ter audiência, e escrevem da forma que vai atingir melhor o público. Isso você pode ver não só com Sonic, pois a mídia fala bem de muito jogo duvidoso, com todos os canais dando notas altas para jogos que você, como gamer, olha e fala “é sério isso?!”.

      Isso acontece até mesmo com Sonic, sendo que um jogo como o Sonic Unleashed HD, mesmo tendo excelência em todos os pontos e um dos jogos mais bem produzidos da franquia até hoje, ganhou notas 3 e 4, enquanto o Sonic 4 Episódio I que é bastante fraco a nível técnico recebeu notas 8 e 9 da mídia, sendo uma distorção bastante injusta com a qualidade de ambos os títulos. Por outro lado, o Sonic Unleashed HD é mais popular que ambos os jogos de Sonic 4, contando com uma enorme legião de fãs que amam este game. Assim como era com nós dois (provavelmente você regula com a minha idade) com o Sonic 2 do Mega Drive.

      O que a SEGA deve recuperar é puramente o seu prestígio, e digo mais: aqui no ocidente. A imagem dela está manchada desde que ela saiu do ramo de consoles, mas jogos de qualidade ela sempre teve. Não existe a “safra de jogos ruins do Sonic”, pois títulos de qualidade questionável existem desde a época do Mega Drive e Master System. Digo mais: nessa época lançavam mais jogos de qualidade questionável do que os que vieram depois.

      Não creio que Sonic “pra ser Sonic” precisa estar em um mundo surreal, por exemplo. Dá pra criar uma nova identidade para a série, como foi com os Adventures (que são extremamente populares até hoje), sem deixar de ser Sonic. O mesmo vale para o Sonic Unleashed, que tem toda a identidade da série Sonic, mesmo explorando conceitos e metodologias inéditas.

      Tanto que, como você citou o Sonic Lost World, eu creio que ele justamente peca da mesma forma que o jogo do Shadow pecou. Enquanto o jogo do Shadow foge do “raio de ação” sobre o que pode ser feito na série Sonic, pegando os conceitos de Sonic Adventure 2 e levando pra um nível que não é muito legal, o Sonic Lost World faz exatamente a mesma coisa pegando os conceitos introduzidos no Mega Drive.

      Por mais que haja cenários quadriculados na primeira fase tropical e outros, as cores dos jogos do Sonic nunca foram tão saturadas, os inimigos nunca foram tão “fofos”, e o estilo nunca foi tão cartoon. Era cartoon no Mega, no Sonic Heroes e no Colors, mas Lost World pega esse cartoon e exagera, assim como o Shadow pegou o estilo realista do Adventure 2 e exagerou também. Talvez por isso que eu tenha mais sensação de estar jogando um game do Mario (e não é só pela baixa velocidade), com uma skin do Sonic.

      No fim das contas creio que o núcleo é este: a maioria dos jogos são Sonics, mas expressos de forma diferentes. Ou seja, a “essência” está lá, o que muda é COMO as coisas são feitas. E não acho a fanbase do Sonic tão dividida assim não. As pessoas vão ter opiniões diferentes, e isso é normal: “eu prefiro a época do Mega Drive” ou “Eu prefiro a época do Dreamcast”, ou “Eu prefiro a época moderna”. Mas isso acontece de forma igual com a série Mario, Zelda, Final Fantasy, Resident Evil, Castlevania, e até mesmo o MegaMan que é extremamente tradicional e quando muda algum conceito cria uma sub-série.

      Fora que a saga 2D nunca deixou de existir, com todos os elementos que fizeram sucesso na época do Mega Drive (só mudando com a chegada de Sonic Rush e o boost). Já a saga 3D temn ovos parâmetros, novos conceitos, nova roupagem, mas essencialmente é tão “jogo do Sonic” quanto qualquer jogo 2D do herói. Eu tenho minhas preferências e a minha visão de como um jogo do Sonic deveria ser, mas há espaço pra todos os estilos ;)

      PS: Eu sou um desses que “chora” por um novo Adventure, kkk. Ela é justamente a minha era favorita, mas é apenas por questão de opinião e por identificação. A demanda do povo atual é outra, e a SEGA está mais do que certa em fazer os jogos do Sonic de formas diferentes hoje em dia. Só espero que no Sonic 2017 tenha uma história elaborada.

      • Só um adendo sobre este paralelo de que opinião é diferente de fato que você fez com a metáfora da laranja, a única coisa que podemos avaliar pra série Sonic a nível de “fato” é sua qualidade técnica. Você pode, na sua opinião, achar que o Sonic Adventure 2 não está dentro da proposta da série Sonic. Respeitarei seu posicionamento 100%, por mais que eu discorde dele 100%.

        Mas o fato é que ele é bem produzido: melhores gráficos do Dreamcast exceto Shenmue, e isso não é opinião pois envolve quantidade poligonal, resolução de texturas, e outros; jogabilidade bem produzida também (e não tão bugado quanto alguns tentam empurrar, já que os jogos do Sonic do Mega Drive também são lotado deles, e nunca atrapalharam a experiência, o mesmo com Sonic Adventure 2); a história é bem escrita, e isso você pode levar para qualquer roteirista de cinema avaliar; a trilha sonora também boa, e por mais que o gosto musical varia pela ordem subjetiva, o talento das composições é indiscutível. Tecnicamente ele é um jogo muito bem feito, explorando muito bem a potência do Dreamcast.

        O que o game PROPÕE pode não ser legal pra você: não curtir uma vibe mais realista, ou história desenvolvida, acha as jogabilidades chatas, etc. O mesmo vale comigo com o Sonic Lost World, que é um game que definitivamente eu não gosto muito. No entanto, é fato que ele é bem produzido: gráficos bonitos, cenários detalhados, jogabilidade perfeccionista, trilha sonora legal, ausência de bugs, chefes criativos, etc. No entanto, o que ele propõe não me agrada: é fofo demais, não tem muita história, é semelhante ao Mario Bros, as cores são muito saturadas, etc. É um game ruim? Não, pois é bem produzido. Agora, o Victor gosta? Não, porque o que ele propõe o Victor não se identifica.

        Agora o que é essencial e fundamental para um jogo do Sonic é de ordem subjetiva. Não tem como alguém definir como um fato o que é essencial pra série. O máximo que podemos é debater nossa opinião e ver o que a maioria acha. Mas não é fato, é opinião. Tanto que, na minha opinião, é essencial um jogo do Sonic ter história, é essencial que um jogo do Sonic tenha batalha final com Super Sonic, é essencial que tenha Crush 40 na trilha sonora, é essencial que tenha vários personagens jogáveis, e por aí vai. Mas é a minha visão.

      • Pelo que eu leio e percebo, essa tal ‘relatividade’ da essência do Sonic parece estar mais relacionada com o gosto do fã. A essência é o que é, não vai mudar e não é relativa. O que difere é apenas a empatia do jogador perante os elementos dessa essência.

        Quer dizer, o fato de eu não gostar das fases labirínticas e LENTAS do Sonic clássico não torna esse elemento não essencial, porque se está ali e o jogo foi o sucesso que foi, então o elemento é essencial para outra(s) pessoa(s). Ou seja, me parece que a teoria meio que já assume que cada jogador prefere mais uma coisa à outra na trilogia clássica e, praticamente, engloba tudo isso em um pacote só, democraticamente, formando uma fórmula básica, uma receita de bolo. É a fórmula que mais atraiu gente, que mais fez sucesso e a que foi mais representativa, mesmo que, dentro dela, um ou outro elemento não te agrade. Tanto que, tirando os nichos específicos de fãs que permeiam sites e forums exclusivos do ouriço, a opinião da massa, depois de tantos anos e não importando o esforço de alguns, ainda é a mesma: Sonic não se adaptou direito ao mundo 3D. Não o dizem por ignorância ou hate (apenas), mas o dizem porque também sentem que algo ali ainda não está certo. Por que apenas você estaria com a razão e eles não? Muitos são tão fãs quanto você.

        Mas então. Você parece dizer que os jogos causam a mesma sensação como se isso fosse algum tipo de verdade divina e incontestável. Eu acho isso meio estranho. Como você, por exemplo, pode ter a certeza inexorável que eu sinto a mesma coisa? Certamente gosto de vários jogos modernos (adventure 1 o meu preferido), mas também sinto que muitos deles perderam, sim, parte da identidade ‘original’ do Sonic ou whatever, portanto, de certo modo, não sentindo que são a mesma coisa, não sentindo que tem o mesmo gosto, o mesmo feeling. Ora, não existe prova mais cabal disso do que a existência do Generations, enfatizando as duas fases -diferentes- do Sonic? Como poderia ter a mesma sensação de jogar uma Green Hill quando jogo uma Crisis City? Como poderia sentir a agilidade do Sonic em pistas que ele corre em linha reta apenas? Como eu me sentiria se o GTA, de repente, virasse um mundo de florzinhas coloridas? Não é a mesma sensação, entende?

        Sim, Sonic não deixou de ser plataforma (apesar de que, na era do boost, essa afirmação chega a ser um tanto questionável), mas perdeu vários de outros elementos. Ou seja, a essência não me parece aquilo que você simplesmente julga ou acha que é importante (porque a SUA e a MINHA opinião do que é importante é que desprende a verdadeira relatividade do assunto). A essência é aquilo que simplesmente é e pronto; e o é em sua forma mais pura e fria possível. A ambientação é importante, a física é importante, o plataforming é importante, o level design é importante, a música, o enredo, a jogabilidade, tudo isso faz parte do mesmo pacote. Você pode não curtir uma coisa ou outra dele, ou gostar mais de uma coisa do que de outra, mas levando em consideração a diferença de empatia do público e escalonando isso em nível global, temos um público que gosta da fórmula clássica no geral de uma maneira muito mais homogenia do que as outras fórmulas pós-clássicas, e que não sentem a mesma coisa quando jogam algum título onde algum desses elementos foi extirpado.

        Quando digo sucesso mais representativo, não estou falando de dinheiro ou números. De fato, Sonic sempre vendeu razoavelmente na mesma escala. A verdade incontestável de Sonic 06, por exemplo, considerado um dos piores da franquia ao mesmo tempo que vendeu lá seus dois milhões de cópias já mostra que qualquer argumento embasado em números de vendas, se tratando de Sonic, não é muito válido. Quando digo sucesso representativo digo o que Sonic significou e alcançou na época em termos de fama, em termos de representatividade de fato, em termos de ‘significado’. Ser tão popular quanto Mario, numa época que, literalmente, centenas de jogos buscavam a mesma coisa, não me pareceu uma tarefa tão simples, e o fez com tanta maestria que até hoje os dois possuem uma ligação (juntos em crossovers e até em jogos de olimpíadas). Situação semelhante seria a dos centenas de MOBAS tentando ser um League of Legends nos dias de hoje, e só Heroes of the Storm e DOTA2 conseguindo, mesmo que não faturando a mesma coisa. Ou o que também aconteceu com o Crash, se pá. Querido e ovacionado pelo público a ponto de se tornar o mascote extra-oficial do Playstation e, talvez, tão popular quanto Mario e Sonic, mesmo, obviamente, sem ter vendido o mesmo que o bigodudo.

        Você acerta quando diz que a mídia se equivoca, inclusive no que tange todos os sentidos da palavra. Existem aqueles que simplesmente metem o pau incoerentemente (em qualquer jogo), e também os que acreditam que existe alguma espécie de complô Illuminati para destruir o Sonic. Quer dizer, por que alguns chegam nesse ponto ao invés de encarar de uma vez que Sonic 06 é terrivelmente mal programado? Por que se resumem em assumir que existe um tipo de ódio sem explicação para com o Sonic ao invés de aceitar que lobi-ouriço não é um conceito muito coeso com a proposta do azulão? Como alguém, em sã consciência, teria a coragem de dizer que o Boom é bom? Além de serem jogos ruins tecnicamente, possuem conceitos diferentões, alguns, para muitos, fugindo sim muito do que Sonic é. Isso causa divisão e briga e, apesar de muitos críticos não terem tamanha estruturação técnica de pensamento, eles também sentem que algo não está certo ali e se viram limitadamente como podem. Isso explica a nota do (abominável) Sonic 4. O jogo é ruim mesmo, mas a ideia de retornar à fórmula clássica encantou muita gente. A consciência para julgar o assunto com mais propriedade parece ter vindo apenas no Epi2, mesmo que este tenha sido, de fato, melhor que o antecessor.

        Em outras palavras, a mídia gamística é ineficiente no geral, mas raramente pega no pé por simples birra, mania ou teoria da conspiração. A volatilidade da qualidade dos jogos do Sonic é real e, em cima disso, ainda existe o problema de identidade, tal como nas séries que você mesmo citou. Para você, as diferenças não parecem tão grandes, mas o público está aí, a porcentagem de gente que não curte esses conceitos também é considerável.

        Não diria que a imagem da Sega está manchada, assim, de plenitude. Ninguém reclama da Sega quando ela lança um Yakusa, por exemplo, mesmo porque são jogos que entregam uma qualidade satisfatória, numa série que (até onde eu sei) ainda não fugiu de sua essência, apesar de sempre trazer algo novo. A mancha da Sega é em relação ao Sonic e às marcas que ela não conseguiu evoluir. Shinobi, Streets of Rage etc.

        Fazer um novo Sonic sem deixar de ser Sonic pode ser possível para você sim, e para várias pessoas, também. Mas não o é de forma unânime, este é o ponto. Certamente existem fãs que adorariam ver um Mario realista, pegando em armas de fogo e destruindo deuses intergaláticos de estatura de prédios. A questão, mais uma vez, parece ser a divisão que isso vai causar em fãs que não enxergam o que gostam na franquia em tal ato. É por isso que Mario ainda é o sucesso que é, porque se encubem de trazer coisas novas preocupando-se em não alterar a identidade original. Alias, vamos esquecer Mario. Os Donkey Kong recentes fazem a mesma coisa. Rayman o fez também. Street Fighter. Mortal Kombat. Até o sucessor espiritual do Banjo Kazooie o está fazendo, bem como o Bloodstained em relação à Castlevania. Mighty também tentou fazer mas falhou por incompetência técnica (infelizmente).

        Em contrapartida, jogos que alteram muito seu estilo sempre tendem a ter um futuro mais duvidoso. Crash seguiu exatamente a ideia do Sonic e quase se auto-dizimou.

        A fofura de Lost World me parece tão exagerada quanto a visão infantilóide do Sonic clássico no generations, de fato. Mas, ainda sim, soa mais ‘soniquista’ do que um prédio exorbitantemente fotorealista ou coisa assim. Raios, até o Boom, nesse sentido (apenas nesse sentido), tem mais cara de Sonic do que os jogos realistas por simplesmente empregar uma arte cartoon que condiz com o personagem. Não que os clássicos não tivessem prédios, mas eram prédios dentro do conceito do Sonic, mais cartunescos, mergulhados em um ambiente doido e meio surreal.

        Você diz que a fanbase não é dividida, mas a internê não mente. Sonic tem a fama de ter uma das fanbases mais loucas de todos os tempos. Tirando nichos específicos onde se pode apenas falar bem da marca, o resto é um mar de opiniões conflitantes. Por conta dos jogos terem identidades bem diferentes, acabam atraindo fãs que querem coisas diferentes pra franquia. Quando o Sonic 2017 foi anunciado, o streaming que eu estava vendo explodiu em 50% hype e 50% hate (dos que queriam um adventure 3). Eu não sei não, pra mim isso deveria parar. Ou dividem o Sonic de vez (assumindo que são personagens diferentes, tipo megaman e megaman X) ou façam um Sonic só. A longo prazo acredito que será melhor.

      • ” A essência é o que é, não vai mudar e não é relativa”- você vai me desculpar, mas ela é relativa sim. Sem querer entrar no lado pessoal, mas nem você e nem ninguém tem o poder de definir o que é essencial para a série. Fatos a gente discute através da avaliação técnica dos jogos, essência é sinônimo de fundamental, e no caso de uma série de games, cada jogador terá seu conceito do que é fundamental e inquestionável. Tanto é assim que muitos defendem que Sonic Lost World está dentro da essência dos jogos do Sonic, sendo que eu (Victor Miller) não tenho a menor sensação de estar jogando um game do Sonic com ele.

        Eu li seu texto inteiro, mas não quero me estender nessa discussão porque não leva ninguém a lugar nenhum e é uma baita perda de tempo. Vou respeitar A SUA visão de essência, e você a defendeu de modo bastante argumentativo e forte, e eu poderia fazer um texto gigante pra confrontar a sua visão sobre ela. Só que o principal objetivo do texto é mostrar que “essência” é opinião, não fato. E fique bem claro que tudo que você disse é APENAS a sua opinião, e você não tem a menor possibilidade de argumentar contra isso. Eu tenho uma visão diferente do que é ESSENCIAL para os jogos do Sonic.

        Mesmo não querendo me estender, gostaria de destacar dois pontos interessantes da sua defesa: o primeiro é sobre o Sonic 2006 pra dizer que a série é forte comercialmente. Este game, por ser fraco a nível técnico, é o jogo menos bem sucedido comercialmente de toda a série Sonic, vendendo 1 milhão e 500 mil cópias no PS3 e X360. O Sonic Heroes que veio antes vendeu quase 6 milhões, e o Unleashed que foi o seguinte vendeu 5 milhões. Ou seja, para o padrão da série Sonic, o 2006 foi pífio.

        Outro ponto foi: “A opinião da massa, depois de tantos anos e não importando o esforço de alguns, ainda é a mesma: Sonic não se adaptou direito ao mundo 3D. Não o dizem por ignorância ou hate (apenas), mas o dizem porque também sentem que algo ali ainda não está certo. Por que apenas você estaria com a razão e eles não? Muitos são tão fãs quanto você.”

        Essa é a opinião das pessoas que não jogam os games e que são diretamente influenciadas pela mídia, chamamos isso de alienação e de ignorância sim. Até porque você dificilmente vê argumentos mais inteligentes do que “Sonic Unleashed é ruim pela presença do lobisomem” ou “Sonic Lost World é ruim porque é exclusivo do Wii U”, assim como “É, os últimos jogos do Sonic são umas bostas” (nem citam os jogos e nem sabe quais são os últimos jogos do Sonic), “etc.

        Não é o que acontece com os fãs classistas do Sonic, que “manjam” dos games e sabem argumentar dentro da visão deles o porque esses jogos não são tão bons, mas o povão que diz isso pensa assim. Digo mais: o público gamer evoluiu muito desde que comecei o Planeta Sonic, e, pelo menos a nível Brasil, vejo o pessoal tendo uma outra visão dos jogos tridimensionais do Sonic. Realmente o Planeta está fazendo a diferença.

        Tanto que a transição para o mundo 3D foi perfeita que na época de ambos os Sonic Adventures os jogos eram universalmente aclamados e não havia um canal (ou pessoa que você visse por aí) que não dissesse que a transição para o mundo 3D. Aliás, como sempre, a mídia pecava pelo extremo oposto: Sonic Adventure ganhou nota “10” da Gamespot, uma nota que o jogo definitivamente não merece (e nem nenhum jogo clássico do Sonic), nem mesmo naquela época. Com o lançamento do Sonic Heroes para o multiplataforma foi a mesma coisa, apesar da recepção ser menos positiva por parte da mídia e paradoxalmente o pessoal dizer que era o melhor jogo 3D do ouriço até então (coisa que não concordo, o Adventure 2 acho superior).

        Depois do jogo do Shadow e do 2006 que veio essa onda de dizer que “todo jogo do Sonic é ruim até que se prove o contrário”, e também “os últimos jogos do Sonic são umas bostas”, ou “A transição para o mundo 3D não foi lá essas coisas”. Aliás, com o tempo, a própria mídia está empurrando o fato de que Sonic nunca foi bom, nem mesmo no Mega Drive. Tudo pela demanda da audiência, pra causar polêmica, e nada pela realidade.

        Fico me perguntando o porque a SEGA sendo tão rica e uma das maiores empresas de videogame do mundo até hoje investiria tanto nos jogos tridimensionais do mascote se eles não tivessem expressividade e não fossem fortes. Eu só espero que a SEGA recupere seu prestígio quanto aos jogos do Sonic. A mídia pega um ou outro jogo da SEGA pra falar bem (assim como você citou o Yakuza, e também tem o Valkyria Chronicles) mas também vai seguindo a demanda do que dá audiência.

        Aliás tanto seguem a demanda que a extinta GameTrailers sempre era atrasada. Se você pesquisar a videoanálise deles do Sonic Colors, que foi muito bem recebido pela mídia depois que os jogadores protestaram contra a análise do Sonic Unleashed (que foi, no mínimo, ridícula), eles detonaram o jogo e disseram que ele continuava mostrando a decadência da série Sonic, dizendo que a jogabilidade era uma porcaria e que os Wisps tentavam variar o gameplay, mas não eram bem sucedidos. É a opinião deles? Provavelmente não. Eles que erraram em avaliar a demanda do povo. Entra naquelas “ops! Era pra falar bem desse jogo?”

        Então sim, o povo que não joga é alienado pela mídia. Tanto que eu já vi gente dizendo que o Sonic Generations é uma bosta porque “os últimos jogos do Sonic são horríveis” ou com aquele argumento de “Sonic só prestava no Mega Drive”. Nem dão uma chance para os games 3D por estarem impregnados com que a mídia diz sobre os games do mascote.

        E até hoje eu nunca vi o pessoal que realmente joga os games recentes do Sonic terem uma visão extremista de que a série decaiu desde que foi para o universo 3D. A porcentagem é bem baixa.

      • Ué, não da pra responder você diretamente? Vou responder lá em cima então.

        Bom, eu estou tentando entender a visão deles sobre o assunto.

        Se essência está ligado a estilo e identidade, então ela não é relativa. Metallica é Metallica, tem um estilo de rock que só eles tem. Se o Metallica passar a tocar pagode aquilo obviamente não te causará a mesma sensação. Ora, se o próprio Metallica passar a tocar metal melódico com flautas e vocal de Ópera aquilo também não soará como Metallica, mesmo dentro do estilo ‘rock’ (por isso que a essência do Sonic não é só correr e pular). Assim como, no mundo dos filmes, se o Tarantino fizer um filme de romance sem nenhum elemento característico e genial de sua direção todo mundo iria estranhar. Tudo isso não me parece apenas questões opinativas, são características definidas pela própria realidade, oras, pelos próprios elementos de tais obras. Ou seja, o que define o que é essência é a própria identidade do produto. Veja, se Sonic 1, 2 e 3 empregasse armas de fogo para os personagens, e assumindo que a franquia fizesse sucesso considerável com isso, atraindo uma legião de fãs, se consolidando como marca e tudo o mais, ter arma de fogo num jogo do Sonic seria parte de sua essência.

        Imaginemos a seguinte situação: eu vou criar um jogo a partir de agora. Faço pesquisa, defino o universo, o estilo artístico, o estilo de gameplay, o estilo musical e o estilo de enredo. Construo esse jogo, vendo e ele faz sucesso exatamente por ter essa -fórmula- que fomentei. Nos dois ou três jogos seguintes aprimoro e evoluo a receita de maneira equilibrada e interessante, de modo que os jogos passam a fazer ainda mais sucesso, conquistando uma legião de fãs que adora o universo que criei. Isso é essência, pelo menos me parece que é esse o sentido que eles dão pra palavra, como já argumentei anteriormente. Se me dá a loca e eu mudo tudo no próximo jogo isso vai causar uma cisão de fãs. Muitos vão adorar, e muitos vão detestar. Como cada parte tem a sua razão o melhor é tentar evitar que esse tipo de separação ocorra, mantendo a franquia com uma identidade só.

        Aliás, nos dicionários a palavra “essência” possui outros significados, não apenas os que você usou: Diz-se da ou a própria existência; o que constitui a natureza de um ser ou de uma coisa (no nosso caso, de um jogo e sua totalidade [com todos os seus elementos]) .

        Ou, numa definição mais clara de Aristóteles: A -reunião- das características que definem a natureza intrínseca de algo.

        Como me julgar o deus da razão e definir eu mesmo quais são essas características me parece algo de extremo egoísmo, assumo que a essência é basicamente TUDO aquilo que apareceu naquela época. E o que define a QUEBRA da essência é justamente a mudança óbvia que acontece em cima disso. Arte “surreal cartoon” não é o mesmo que “arte realista”. Plataforming com a vantagem da velocidade não é o mesmo que velocidade de mais e plataforming de menos. Level Design robusto de vários níveis não é o mesmo que uma linha reta. Percebe a diferença? =)

        Ah, eu gosto de discussões, principalmente quando elas giram em torno de argumentos. Ninguém está ofendendo ninguém e o choque voraz de idéias é crucial para de descobrir uma verdade superior. Eu, pelo menos, não tenho medo disso.

        Sonic 2016 vendeu cerca de 2 milhões nos consoles somados (2,11, na verdade), de acordo com o VGCharts. Dividindo esse número em dois dá 1 milhão pra cada.

        Lost World vendeu 400 mil cópias no Wiiu.

        Os dois Sonic Booms juntos venderam 600 mil.

        Então não. 06 não foi o maior fracasso comercial da franquia. Cuidado com o que diz.

        “Essa é a opinião das pessoas que não jogam os games e que são diretamente influenciadas pela mídia”

        Isso não é meio que generalização? Eu conheço um monte de gente que sequer se interessa por portais sobre games e, ao verem um wherehog na tela, ou um Sonic grandão de pernas gigantes, dão piti dizendo que ‘sonic não é isso’.

        Eu lembro da reação dos Adventures. Sumariamente, a maioria estava feliz de ver Sonic depois de tanto tempo (mesmo porque o Saturn passou a sua vida inteira sem um jogo main Sonic, se resumindo em um jogo de corrida spin-off e um HUB jogável no Sonic Jam). O visual estava bem feito, e o frescor do console fez todo mundo comprar a novidade. Em cima disso, acredito de fato que a série Adventure (principalmente o 1) conseguiu traduzir o gameplay do Sonic de maneira mais interessante e, em certo modo, correto (baseando-se na essência) para um Sonic 3D, e isso pode ter contribuído para amenizar os problemas técnicos que o jogo tinha, além da arte diferente. Era um jogo de plataforma, com fases rápidas, com fases lentas e labirínticas, com alguns puzzles intercalados com momentos de alta-velocidade. Tudo isso com um Sonic mais ágil que os sucessores. Acredito que as pessoas só começaram a perceber alguma diferença a partir da Green Hill secreta no Adventure 2. Aquilo startou alguma espécie de fagulha, talvez, e a diferença ficou gritante quando anunciaram Sonic Heroes, trazendo uma reinterpretação com base no original das fases. Ali o povo percebeu como a série Adventure tinha uma arte diferente, pelo menos.

        Ou seja, as diferenças sempre estiverem ali, elas não foram inventadas. O que aconteceu é que, tal como Resident Evil, as mudanças foram acontecendo de um modo que as pessoas só perceberam quando foi tarde de mais.

        A Sega investe no Sonic pelo mesmo motivo que a Ubisoft ainda investe em Assassin’s Creed: a própria fama da marca sustenta sua rentabilidade. Perceba que, em ambas as situações, a fanbase parece se dividir entre aqueles que querem algo de qualidade e característica com a série e aqueles que só querem consumir os produtos da marca independentemente de qualquer coisa, assumindo que tudo que produzem é automaticamente, ou magicamente, bom.

        Eu não me me apego em análises específicas de um ou outro site e nunca uso-as como parâmetro absoluto. Eu tento pegar, geralmente, as notas somadas dessas críticas (metacricts, rotten tomatoes etc) e levar mais ou menos em consideração, uma vez que a mídia gamística é ineficiente no geral. Mesmo assim, o seu argumento não faz sentido quando percebemos que existem pessoas que não se interessam pela crítica de games e acabam tendo a mesma opinião sobre Sonic não ser mais o que era. A porcentagem não é baixa, prova disso foi o alvoroço causado pelo anúncio do Sonic 4 e pela hype massiva pelo futuro Sonic Mania.

      • Pra responder é aqui em cima mesmo, mas a resposta vai em baixo.

        Essência não é identidade. Identidade é uma coisa, essência é outra, e é aí que está o erro teu e dos que defendem essa ideia . Todos os games podem ter a mesma essência, mas não a mesma identidade, e aí você pode se identificar mais com “uma identidade” ou com outra, mas essencialmente os jogos são “Sonic”. Como expliquei no texto, essência é sinônimo de fundamental. Cada game ou cada era pode ter a sua identidade, mas essencialmente continua sendo Sonic. A trilogia do Mega Drive tem uma identidade, a trilogia 128 bits tem outra identidade.

        Não é necessário (e nem deve ser) trazer todos os elementos dos primórdios para dizer que aquilo “é um jogo do Sonic”. Até porque se eles tiram uma coisa, eles colocam outra no lugar, então “o que se perde aqui, ganha-se alí”. Novamente: identidade não é essência. Essência não é tudo que fez parte de uma época. Essência é o que CADA UM considera fundamental para um jogo do Sonic, e qualquer jogo pode trazer elementos que se tornarão ESSENCIAIS para a franquia. Você acha essencial que todos os jogos sejam iguais aos do Mega Drive mudando um ponto aqui e outro alí. Respeito 100% você, mas não concordo.

        Podemos pegar o exemplo de Castlevania, já que o Symphony of the Night mudou radicalmente tudo que se conhecia por Castlevania. Não há mais sistema por fases, nem jogabilidade travada, incorporaram elementos de RPG, dessa vez o castelo é um labirinto gigantesco que você pode ir aonde quiser e quando quiser, mudaram o sistema de chefes também, etc. O Symphony deu uma nova identidade para a série mudando drasticamente a jogabilidade, mas ele essencialmente é um Castlevania.

        Aliás vou te falar que penso justamente o contrário. Eu desencantei de Pokémon por todos os jogos serem virtualmente idênticos. Comecei no Pokémon Blue e era viciado, joguei depois o Gold quando lançou e também adorei. Quando chegou o Ruby eu fiquei tipo “Tá…. melhora os gráficos, muda a música, muda o nome da cidade e o desenho dos líderes de ginásio…. mas e aí? Todos são iguais?”. Evidente que é a minha posição, que também é compartilhada por muita gente que crê que tanto os jogos quanto o anime são bem repetitivos.

        O Sonic Lost World vendeu 600 mil cópias no Wii U justamente por ser um exclusivo do console. Console que vende pouco, os jogos vendem poucos. Aliás, muito dificilmente um game do Wii U ultrapassa 1 milhão de cópias exceto os jogos da própria Nintendo. Então neste contexto, o Sonic Lost World é realmente um sucesso, até porque ele é um dos games terceirizados mais bem sucedidos do console, ainda mais considerando que ele não teve forte campanha de marketing.

        No caso do Boom foi um fracasso mesmo, pois vendeu menos que o Lost World, com uma campanha de marketing pelo menos 5 vezes maior. O 2006 idem, e os números que eu tinha até então eram de 1 milhão e 600 mil cópias, e por acaso o VGCHARTZ está fora do ar aqui para conferir. Mas mesmo assim, sendo 2 milhões de cópias comparando com o Heroes que vendeu 6 milhões, ou o Unleashed que vendeu 5 milhões, é pouco.

        “Mesmo assim, o seu argumento não faz sentido quando percebemos que existem pessoas que não se interessam pela crítica de games e acabam tendo a mesma opinião sobre Sonic não ser mais o que era. ”

        De onde você tirou essa informação?

        Isso é algo que você que está dizendo, nunca vi ninguém dizer isso a não ser pessoas da minha idade que também dizem que Mario Galaxy não tem a mesma graça de Super Mario World. Isso se chama nostalgia. Afinal, adultos tem a péssima mania de achar que tudo “na sua época” era melhor e eu fico muito feliz de eu mesmo não ser assim. Se você está dizendo pelo que você conversa com as pessoas ao seu redor, acaba sendo um universo muito restrito para dizer que o mundo inteiro pensa dessa forma. Até porque se pensasse, os jogos não venderiam bem.

        Pelo contrário, eu posso dizer pelo próprio Planeta Sonic (que é a maior fanpage do mundo sobre Sonic exceto a oficial), que as pessoas se amarram nos jogos do ouriço: sejam os Adventures, o Heroes, Unleashed, Colors, Generations, All Star Racing, ou qualquer outro. Pode ir em qualquer vídeo meu lá do canal do Youtube que há uma enxurrada de comentários pedindo vídeos, textos, videoanálises, protótipos e etc. Digo mais: a maioria pede de jogos RECENTES do Sonic, e não os clássicos. O povo que pede informações sobre os clássicos é o que chamamos de público “de nicho”, enquanto os recentes é algo mais geral.

      • Identidade: o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.

        Essência, na visão de Aristóteles: A reunião das características que definem a natureza intrínseca de algo.

        São visões muito semelhantes. Por tudo o que li a respeito da teoria da essência, ela sempre me pareceu sinônimo de identidade e estilo.

        Sonic Clássico tem um estilo peculiar de gameplay, de arte, de música e etc. Uma vez que “essência” e identidade são uma união de características peculiares, então a essência do Sonic clássico é justamente a união dessas características.

        Você diz que essência é tudo aquilo que é essencial. Mas QUEM, no universo inteiro, pode definir o que é ou não essencial em termos de fato incontestável? Perceba, como cada fã pode ter uma percepção própria, de fato, seria errado assumir que a essência inteira de um jogo é somente correr e pular, porque para a perspectiva de OUTROS fãs isso pode, veja, não – ser – essencial. Do ponto de vista da preferência individual, cada jogador teria a imagem do “essencial” que lhe convém e não adianta você dizer que ele está errado porque percepção, preferência e gosto pessoal é que nem… você sabe.

        Ora, tem gente que considera a parte MAIS importante do Sonic o seu level design, SENTEM que sem um level design robusto, de várias rotas, Sonic não é Sonic.

        Tem gente que considera a arte clássica crucial, essencial, para um bom jogo do Sonic.

        Raios, tem gente até que diz que Sonic sem fases mais lentas, onde a velocidade chega a ser um empecilho, onde o desafio do jogador é controlar a hiperatividade do Sonic, é que é essencial para um jogo do Sonic.

        E tem gente que, claro, acha que o essencial é correr e pular somente.

        Por que eles estariam errados, e os outros, certos? Quem define isso?

        Se essência te causa uma sensação e gosto específico, se tudo se tratasse apenas de correr e pular para todos, jogos que tem a EXATA mesma coisa deveriam te causar o mesmo gosto.

        Mas não causam, não de forma mais unanime.

        Você pode até dizer que, sei lá, Pepsiman lembra Sonic. Que ligeirinho lembra Sonic. Que papa-léguas lembra Sonic. Que até um jogo de corrida lembra Sonic. Pode, até, sentir que tem o mesmo gosto se você considera essencial correr e pular. Mas isso não acontece com todo mundo, justamente porque, para ser Sonic, você precisa de outros elementos.

        É por isso que, mais uma vez, a teoria da essência se apega à totalidade do “estilo clássico” em geral e forma uma espécie de “norte” a partir dele. Se cada fã pode ter uma percepção particular do que é essencial, então, do ponto de vista do JOGO, o correto seria manter TODAS essas características de modo a agradar o maior número de pessoas. Se opta por um estilo só (no caso, o clássico), porque quando se quebra esses elementos você causa divisão de fãs. É tudo feito pensando na hegemonia e, mais uma vez, parece ser o que outros mascotes e franquias fazem para se manter relevantes e com um público que briga menos entre si.

        Symphony of the Night pode ser encarado como uma exata evolução da essência. Os elementos ali presentes ainda te causam a sensação de ser um Castlevania, ainda tem o mesmo gosto da série. Se você pega o primeiro jogo do Nes e o assiste ao mesmo tempo que assiste um gameplay do SoN, verá que são a mesma coisa. Mudou a tecnologia, a fórmula foi aprimorada, mas ainda é o mesmíssimo Castlevania. Mesma arte, mesmo gameplay, só que aprimorados. Os cenários do primeiro jogo já eram labirínticos e representavam os cômodos de um castelo. No primeiro, inclusive, a cada fase zerada o jogo te mostra um mapa do castelo, com você progredindo e talz. Tudo o que fizeram depois disso foram interligar em ‘tempo real’ esse mesmo estilo de fase num espaço só, mas veja, ainda é o mesmo estilo de fase.

        Não manjo muito de Pokemon. Mas, se ele é virtualmente idêntico, ainda é identicamente o mesmo sucesso que foi no passado. Talvez falte inovação, mas a teoria da essência nunca proibiu tal coisa.

        Esse é o ponto. Ao menos pelo que entendo do assunto, a teoria nunca proibiu que coisas novas aparecessem na franquia. Elas apenas não podem entrar em contradição com o que já foi feito anteriormente. Por isso muita gente reclama dos jogos que abusam do Boost, por exemplo, porque a novidade acaba minando um elemento importante para muita gente, o level design que possibilita várias rotas.

        As pessoas reclamaram do Werehog porque ele deixava o Sonic muito lento, na mesma medida.

        Parece ser tudo um equilíbrio. Não vejo as pessoas reclamando do Homming Attack, por exemplo, pois parece ser uma habilidade necessária num ambiente 3D e que não fere a experiência de maneira exorbitante (diferente de quando você coloca-o em 2D, ai sim totalmente desnecessário).

        Quando enchem o level de dash-pads, reclamam, pois deixa o jogo mais automático que o normal. Quando pensam em algo do tipo drop-dash, do Mania, elogiam, pois acaba com esse problema de ‘automação’.

        Quando pedem essência artística, por exemplo, não estão pedindo para ver outra infinidade de representações da Green Hill ou da Casino Night, mas sim de NOVAS misturas que possibilitam novas fases no mesmo estilo de arte. Studiopolis é diferente de absolutamente tudo o que já vimos até hoje, e, ao mesmo tempo, é uma representação perfeitamente absoluta do estilo clássico. Respeita a essência e é completamente nova ao mesmo tempo =)

        Sobre o número de vendas, você pode pegar o Boom de 3DS, que é um console de sucesso, e ver que vendeu pouco porque vendeu pouco mesmo (não por ter um console fraco).

        Você brinca com o resto dos números. Jogos que venderam 5 milhões o fizeram porque existe uma versão do game para cada console imaginável e existente na época. Sonic Heroes, por exemplo, apesar de ter sido o primeiro jogo multi-plataforma da história do ouriço (era de se esperar que vendesse muito) existe para PS2, GameCube, Xbox e PC, além de várias coletâneas que também venderam bem.

        Sonic 2016 de PS3 vendeu mais que Sonic Heroes de Xbox, por exemplo. Enfim.

        “De onde você tirou essa informação?”

        Dos lugares que frequento. Dos fóruns que não se tratam apenas de Sonic. De amigos gamers ou conhecidos gamers. De gente que se interessava por Sonic no passado e não se interessa mais. Da vida. Da realidade. Alguns deles gostam de ler críticas gamísticas ao mesmo tempo que alguns deles nunca tiveram tal mania. Aliás, alguns dos que leem crítica não gostam de alguns Sonics modernos ao mesmo tempo que não concordam com o que a crítica critica, por exemplo.

        Eu já soube de exemplos, de lugares, onde não se pode falar do Sonic de uma maneira mais crítica, por exemplo. Aqui no Brasil isso parece muito comum, incluindo várias opiniões desse tipo sobre esse Planeta Sonic. O lance é tão cabreiro que, se você o faz, é até banido dos lugares, tem seus comentários deletados convenientemente, e tudo o mais. Não sei se você se baseia nesses lugares para fomentar as suas opiniões, mas como parece ser, bem, pois é. De qualquer maneira, sempre busco espaços neutros para basear as minhas…. e a visão geral ainda é a mesma: opiniões conflitantes e paradoxais para todo o lado. Os que querem boost brigam com os que querem level design. Os que querem ambientes reais brigam com quem quer ambientes mais cartoon. Tem aqueles que pensam que Sonic deveria ser a realização absoluta de fanfics estranhas onde Sonic perde um braço e faz sexo com personagens não-canon da Archie. E tudo isso foi causado não porque o fã de Sonic é bobo, foi porque a Sega permitiu esse tipo de coisa através de Sonics diferentes.

      • SOMOS DOIS ENTÃO MILLER ! #NovoSA

    • POR QUE minha resposta a esse comentário foi deletada?

      Em todo caso, vou repetir o que disse e acrescentar:

      OBRIGADO

      Toda a questão da essência não é demérito pras outras eras, é uma investigação sobre que elementos dentro do jogo, contribuíram pra que Sonic, naquele momento, atendesse à demanda da SEGA. Não é sobre uma fórmula, como pretende o Victor Miller, sobre “o que um jogo de Sonic deve ter pra ser perfeito”.

      E boa parte do discurso é JUSTAMENTE sobre como o que cada jogador apreende do jogo é diferente e único – sendo assim, não tem como a gente objetivar essa essência. Ela tá EXATAMENTE nesse espaço discricionário de criação mesmo entre os criadores (a SEGA querendo um personagem radical, como o Yuji Naka/Carol Yas/Naoto Oshima tentaram criar esse personagem e dar vida a ele através de um jogo e como jogadores recebem esse conteúdo, criam a partir dele e a partir do quê.

      Essência é um processo e é justamente por isso, por ter participação do público e depender do contexto, que é único e é aquilo que constitui a série – nenhum outro processo poderia ter criado essa identidade e é por isso que esses elementos se tornam essenciais. É de onde parte todo o resto. Eu nem acho que faz sentido perguntar se outros jogos “têm essência” – se der na telha na Sonic Team, o próximo Sonic vai ser um FPS e não vai existir uma Entidade Essencial pra dizer que não pode: de novo é um processo de diálogo de público e criadores.

      Se a gente quisesse usar a analogia da laranja, esse DNA (a coisa mais objetiva possível) seria, sei lá, o código dos jogos. Mas não se trata disso – se trata de que elementos uma laranja pode ter para ser reconhecida pelos mais variados sentidos. O formato para ser reconhecido pelo visual, o barulho que uma laranja faz ao ser chupada para ser reconhecido pela audição etc.

      Qual a necessidade de deletar meu comentário? Não façam isso de novo, faz favor. Tornaria mais chato o processo de escrever de novo – ou colar.

      • “Essência é um processo e é justamente por isso, por ter participação do público e depender do contexto, que é único e é aquilo que constitui a série – nenhum outro processo poderia ter criado essa identidade e é por isso que esses elementos se tornam essenciais. ”

        Vou respeitar seu posicionamento 100%, mas ADMITA que isso é SUA OPINIÃO. Não empurre isso como fato, porque não é, até porque eu não concordo com isso. Tanto que você fala de depender do contexto, e o contexto está sempre mudando, logo, os jogos também mudarão para se adaptar a novos contextos. A única coisa que podemos avaliar em qualquer jogo como FATO é sua qualidade técnica.

        E já me passaram essa analogia do FPS mil vezes, perguntando “seria um bom jogo do Sonic?”, sempre respondo:

        “Se tivesse bons gráficos, boa trilha sonora, boa jogabilidade, boa história, e fosse um jogo tecnicamente perfeccionista, sim, seria um bom jogo. Ele não estaria dentro do que a série se propõe, mas seria um bom jogo”, e por mais que também entrasse no âmbito da opinião quanto a proposta, seria uma opinião compartilhada por 99.99% das pessoas que jogam Sonic.

        Só que a analogia com o FPS é muito extrema, e definitivamente não é o que acontece com os jogos de Sonic Adventure, e nem com nenhum que veio depois deles: há anéis, há corre-e-pula, loopings, destruição de inimigos, batalhas contra chefes, etc etc. O DNA dos jogos estão lá, só muda o modo como eles são feitos.

      • É óbvio que é minha opinião. De quem mais seria? É só isso que você quer que eu fale? Eu posso colocar um bannerzão “ISSO É MINHA OPINIÃO”. Mas eu tenho certeza de que a todo momento eu deixo claras minhas premissas e conclusões.

        Mesmo minha escolha de premissas é subjetiva. Eu dou bastante atenção pro fato de que Sonic só tem um botão de ação e foi feito especificamente nessa intenção – eu acho que toda a jogabilidade da série clássica foi desenvolvida em volta desse conceito, MAIS do que em o Sonic ser rápido. As limitações da tese que eu coloco são óbvias também – eu não me coloco a analisar comportamentos que o jogo não reconhece (ou seja, de jogadores que não têm como objetivo principal terminar o jogo). Tem uma matriz ali e por ter uma matriz eu não deveria ter que ficar gritando que é minha opinião. Você deveria fazer isso também – estabelecer, no seu texto, suas premissas, suas limitações e sua matriz teórica. Mas você não faz isso.

        Mesmo qualidade técnica é uma coisa inane de se analisar. Há jogos que viram notáveis justamente por sua falta dela e isso pode dar a eles um sucesso maior do que teriam se fossem “corretos”. E aí, qual a perspectiva que a gente deve tomar? Isso que precisa ser descrito. Que efeito, exatamente, ter Crush 40 ou uma batalha com Super Sonic no final tem sobre os jogadores? Por que isso e não aquilo? Como, dentro da sua matriz teórica, esses elementos funcionam?

        Sabe, essa raiva que você tem do termo “essência” não precisa existir. Toda a tese não se aplica fora dos jogos de que eu falo ou de que as pessoas que concordam comigo falam. Eu nem sequer concordo com o que as pessoas que falam de essência por aí argumentam – especialmente o Hinz. Mas tudo bem, você descrevendo uma essência das séries posteriores, firmeza. Vai lá. Não teria nenhum problema.

        E é por isso também que eu falando de FPS do Sonic eu deixo claro que não é essa, a questão: ser bom ou ruim depende de muitos fatores, mas o que a gente se propõe a analisar é o que esses elementos de um FPS de Sonic transmitem para um jogador, como eles se comportam dentro da estrutura do jogo e como os jogadores apreendem esse conteúdo? O julgamento de valor não é realmente importante. Não se trata de os jogos clássicos serem bons e o resto ser ruim ou o contrário. Faz esse exercício.

      • Eu não tenho raiva da essência, eu tenho raiva de você <3.

        Mas já que você admitiu que é a sua opinião sobre o que é essencial pra Sonic, então vamos fazer as pazes e tomar um drink. Não concordo com absolutamente nada do que você defende e tenho um conceito diferente do que é fundamental pra série Sonic. E expliquei muito bem tudo no texto, tanto que ele está fazendo muito sucesso e estou batendo recordes de visualização aqui na EpicPlay e recebendo diversos elogios no inbox e nos comentários do Facebook.

        Se você acha que não expliquei bem, é porque você não entendeu ele, mas foi tão didático e a maioria do povo está entendendo tudinho que escrevi . Até peguei o conceito da palavra essência do dicionário, pô.

      • Ah, se era só isso eu posso então continuar tendo certeza de que tô certo. Nunca me impediu de aceitar um drink, porque estou certo já há anos – já que enquanto você ganha likes, a Sonic Team perde vendas. Mas já disse, você pode ficar aí confortável na sua bolha, sentindo raiva de mim.

        Só cuidado com a conspiração da mídia. Podem acabar te pegando.

      • E relaxa quanto a mídia. Depois que você fizer quatro anos de faculdade e defender pra três professores sua monografia sobre a influência da mídia na opinião pública e tirar nota “10”, aí você vem discutir comigo. Senão, fica quietinho vai.

  9. Ou seja, a essência do Sonic é GOTTA GO FAST! :D
    Grande texto, Victor, acho que o principal problema da Sega é a própria Fanbase do Sonic , a maioria não sabe o que quer de um jogo, as opiniões são muito diferentes, e a Sega tenta fazer tudo de uma vez só, o que realmente é difícil.

    • Até nem acho tanto que o problema é a fanbase. A maioria das pessoas são muito legais, curtem os games, e muitas vezes tendo uma preferência por uma era sabem respeitar os outros. Mas como sempre, existe uma minoria barulhenta. E que barulho faz…

    • Esse não é aquele blog ideológico cheio de papo furado?

      • O mais bizarro é que até agora só o Pallas comentou aqui, mas ele usa de vários nicks e não mostra a cara.
        Gente covarde é o fim da picada.

        #TemosAcessoAoIP

      • Eu comentei, com meu nick e tal, aí foi deletado o comentário :| Mas nem tô surpreso

        Mas sim, esse é o blog ideológico cheio de papo furado (contra o qual ninguém nunca argumentou)

      • Sim Jesus, mas antes de eu deletar você comentou como “Catallena”, e agora está comentando com nicks diferente.
        Isso porque você não entrou no vale dos banidos que fica no fim da garganta do inferno.
        E mostra a sua cara e seu nome da próxima vez, você é tão feio assim?

      • Eu nem SEI mudar meu avatar mas também, pra quê?

        Sabe, a gente nunca teve a oportunidade de discutir esse assunto frente a frente, seja porque você nunca teve a cara de ir comentar lá no blog ou porque, quando *eu* comento nos seus textos rasos, os comentários são deletados. Devia existir algum canal decente pra isso, pra gente poder discutir isso de verdade.

        Mas você não teria a coragem, claro

      • Aliás Pallas, aproveito a oportunidade pra dizer que eu li todo o seu blog umas duas vezes, apesar do texto ser extremamente chato e mais visando você mostrar a sua inteligência do que necessariamente defender uma ideia. E vou te falar que acredito que a grande maioria das pessoas que compartilham da sua ideologia não leram o texto inteiro, porque a grande maioria não tem saco. Não é pelo tamanho, é pq o texto é chato mesmo.

      • Pois é, não tá muito bem escrito não. Eu pretendo refazer, tentando melhorar as palavras, deixar mais claro e conciso. Precisa de fato. Mas que bom que você leu umas duas vezes. Isso já faz umas 10 horas corridas na sua vida que você passou lendo ou tentando desprovar algo que eu falei – ainda sem sucesso.

        E o mais importante aconteceu – o termo existe, é discutido, você já provavelmente usou mais ele que eu. Mas isso que estimula a ir lá e corrigir e deixar melhor o texto.

      • Além disso coragem eu tenho de sobra, não a toa tenho a maior fanpage do mundo sobre Sonic e ainda mostro meu rosto, faço vídeos e escrevo textos defendendo o que eu acho certo. Fora que também tenho coragem o suficiente e inteligência o suficiente pra não ficar numa porcaria de nostalgismo que não leva ninguém a nada, muito menos ficar ouvindo o que a mídia diz sobre os jogos do Sonic. Covardia é ficar atrás de um nick e não ter nem a foto de perfi para mostrar. Além do que, no seu blog sobre essência você nunca disse o porque daquilo ser ESSENCIAL pra série Sonic. Se é sua opinião, eu respeito, mas definitivamente não compartilho, e para o seu azar, a esmagadora maioria está comigo.

      • Oxi, meu Facebook tá lá, Pedro Marques, como sempre esteve – Palas é meu apelido em literalmente todos os lugares que frequento, na internet ou fora dela, e eu colocaria aqui uma foto se fosse fácil. Mas não é.

        A maioria, Demando, não tá com você. A maioria não liga. A maioria não compra jogos de Sonic. A maioria esqueceu que ele existe. Mesmo a parte que se importa o bastante pra dizer que ele “nunca foi bom” é pequena. E esse é o problema.

        Mas ok, eu queria ter onde chegar e discutir com você pra essa enorme maioria de que você fala poder ver. Qual o melhor espaço? Eu coloco minha foto e meu nome, não tem problema não.

      • “A maioria não compra”. Por isso que Sonic Unleashed é o quarto jogo mais bem sucedido da série, Sonic Rush também está no top 10 , Sonic Secret Rings idem, e o Sonic Heroes é o segundo jogo mais bem sucedido da série Sonic. É…a maioria não compra.

      • A gente já teve essa discussão. Fora o fato de que, desde Sonic Heroes, o número absoluto de unidades vendidas só caiu, tem o fato de que o market share diminuiu de 20% com Sonic Adventure (o maior que Sonic já teve – 1 a cada 5 Dreamcasts tinha uma cópia do jogo) pra 2% em Sonic Colours. Mesmo Sonic Unleashed vendeu, em relação aos contextos a que pertence (literalmente todas as plataformas que existem, e teria que analisar separado por serem jogos diferentes), menos que Sonic and the Secret Rings.

        E aí realmente. Cada vez menos gente liga. A relevância da franquia hoje é mínima.

      • Considerando que Sonic é uma das raras franquias de plataforma que sobreviveu no mundo dos games até hoje e também ser a décima mais bem sucedida comercialmente mesmo explorando um gênero que atualmente é o último na preferência da população gamer, fico me perguntando onde está a decadência. Fora que com a mídia esculachando os jogos do mascote, é ainda mais louvável a posição que ele ocupa.

        Megaman não ganha mais jogo, Crash também não (apesar de vir um inédito agora), e tantos outros que foram descontinuados. Com Sonic não, o mascote recebe jogo até hoje, vende bastante, é relevante para a indústria dos games, e é o principal carro-chefe da SEGA em termos de lucratividade . Quanto ao Sonic Unleashed é o jogo mais popular da série hoje em dia. Não há um vídeo que coloque no Planeta Sonic ou em outros lugares que ele não seja bem sucedido, superando em popularidade S3K, Sonic 2, Adventure 2, etc.

        Mas como essa é uma discussão que não tem fim, eu vou fazer um café e sair agora porque tenho um compromisso importante. Se cuida e deixe de ser preso ao passado, até porque eu nem lembrava do nick “Demando”. Você não é preso ao passado só com o Sonic, pelo visto.

      • E você acha que essas franquias são parâmetros de alguma coisa? Se, pra louvar o Sonic, você precisa nivelar por baixo, é porque realmente estamos falando de decadência. Se sua frases praticamente começa com “pelo menos”, é porque estamos falando de decadência.

        E você, obviamente, só observa o mundo mais imediato à sua volta. Percebe a lógica circular de “Sonic Unleashed é o mais popular porque quando eu posto na minha página, baseada na premissa de que ele é o mais popular, ele ganha vários likes”? Claro que não.

        E, de novo, você se esquiva de ter uma discussão decente em qualquer lugar que não seja uma seção de comentários em um site qualquer. Mas, bom, você pode ficar aí na sua bolha. Ela só vai ficar cada vez menor.

  10. “9 em cada 10 fãs amam as músicas da banda.”

    [citation needed]

Deixe sua Opinião

Esqueci a Senha