Loot boxes: a nova polêmica do gaming

Loot boxes: a nova polêmica do gaming

As loot boxes poderão ser a nova grande polêmica do gaming a nível mundial. Para já, quem pensou que o assunto sairia da mídia se enganou. As funcionalidades que permitem aos usuários de jogos como Star Wars Battlefront II pegar recompensas a troco de um pequeno pagamento estão na mira dos políticos em vários países.

O motivo, para quem já conhece esses jogos e está familiarizado com o conceito, é bem simples: as recompensas não são compradas, mas sim sorteadas que nem uma máquina de caça-níquel. O jogador pode ter sorte e conseguir o prêmio desejado – ou não. Mas o dinheiro vai sempre, 100% das ocasiões, para os cofres da Electronic Arts.

Microtransações comparadas com jogos de cassino

Entre os principais argumentos apresentados está precisamente esse fator de sorte quando o usuário faz uma “compra” com dinheiro. Ele não compra o item – ele joga para ver se tem a sorte de conseguir o prêmio desejado. Os efeitos são semelhantes aos de jogar no NetBet, mas com duas diferenças grandes. Primeiro, o cassino não está enganando ninguém, pois o jogador sabe que está ali para jogar na roleta ou no poker e não para pegar um item para melhorar seu videogame; segundo, os usuários das loot boxes são habitualmente menores.

Políticos não estão sozinhos na caminhada

Os políticos que estão na linha da frente dessa guerra estão baseados em democracias experimentadas, como a Bélgica e os Estados Unidos. Muitas críticas são feitas aos políticos de nossos dias, mas em democracias avançadas eles têm uma vantagem: normalmente, respondem ao que seus eleitores pretendem.

Na Bélgica, o Ministro da Justiça tinha apelado a toda União Europeia para banir as loot boxes, depois que um organismo local – a Comissão do Jogo – deliberou que a funcionalidade de microtransação era semelhante a um jogo de cassino.

No estado americano do Havaí aconteceu algo mais interessante: o político que está tomando a iniciativa, Chris Lee, é ele próprio um “millennial” e um gamer. Quando propõe a proibição de loot boxes para menores de 21 anos, ele não está sequer falando em representação do povo – ele está agindo de acordo com sua própria experiência.

Na Austrália, um artigo no site ABC – uma das mais importantes mídias do país – de segunda-feira, dia 26 de fevereiro, apontava exemplos pessoais de gamers entrevistados e que teriam perdido pequenas fortunas nas loot boxes. Uma enquete feita a 1000 gamers aponta que mais de dois terços é contra a utilização de microtransações para itens de jogo avançados.

E um político australiano já falou: o senador Steele John, de 24 anos, o mais jovem senador australiano de sempre. Nativo da era moderna do gaming, ele se mostrou favorável às limitações às loot boxes e acrescentou que não está surpreso de o assunto ser ainda pouco falado por seus colegas, pois eles são demasiados velhos para o tema. Em suas palavras, “muitos deles ainda não passaram do Pacman”.

Você pode apostar que essa polêmica vai continuar.

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